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Penetração da classe C na internet

Quem você acha que infla os números brasileiros do orkut (27,3 milhões de visitantes únicos em julho) ou mantém a atividade febril do MSN, com seus 32,1 milhões de usuários? Quase uma de cada duas pessoas emergentes surfará na web até o final do ano. No início desse ano, a Fundação Getúlio Vargas estimava essa turma ascendente — gente com renda familiar mensal entre 1 064 e 4 561 reais — em 97,2 milhões de pessoas. Para absorver essa demanda toda foram vendidos 12 milhões de computadores em 2008 e outros 4,8 milhões no primeiro semestre deste ano. A banda larga deu em 2008 um salto de 45,9% em relação a 2007.

E dai? Dai que quase três quartos (73%) dos brasileiros utilizam sites especializados em comparação de preços, contra 52% da média global, enquanto 53% (o índice mais alto do mundo) ficam desapontados quando suas lojas preferidas não vendem pela WEB. O Brasil possui 60 milhões de internautas e 160 milhões de usuários de celulares, contra 46 milhões de linhas fixas.

Agora eu pergunto: o que você está fazendo para convencer este novo consumidor a entregar-lhe parte do seu suado dinheiro? Como irá posicionar ou reposicionar seu negócio frente a esta realidade?

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Tenha um computador seu onde quer que você vá

Desktop-online

Desktop online! Desde os anos 90, e eu nem sabia. E você sabia?

Pode-se entender como um ”computador” na internet. Os desktops online não permitem somente armazernar seus arquivos, como também ter os programas que mais usa, poder alterar tudo, não ocupar memória no computador em que estiver usando, e ainda poder acessar tudo de qualquer lugar.

Os sistemas operacionais online são uma boa saída para quem não tem computador em casa. Vale também para aqueles que utilizam a internet o dia todo do computador do trabalho, e após gostariam de acessar seus dados no aconchego de sua casa.

Os sistemas operacionais online são uma espécie de computador virtual que pode ser criado gratuitamente e ser acessado de qualquer máquina conectada à internet pelo seu navegador – seja ele o Internet Explorer, Firefox ou Safari.

Mas vale lembrar que a maioria apenas realiza tarefas pouco complexas, como navegar na rede, ler e enviar e-mails, editar documentos e salvar arquivos.

Como funciona

Criados ainda na metade dos anos 90, os sistemas operacionais online – na realidade, o termo correto é “desktop online” – são programas que rodam a partir do navegador de internet e que executam programas longe da máquina “hospedeira”, que serve apenas para fazer a ponte entre o usuário e o grande servidor onde todos os comandos são processados. Complicado? Nem tanto.

Desenhando sites no futuro

A vida era simples no passado e desenhar sites era algo bem tranquilo. Mas hoje já não é bem assim.

Voltando a 1998, internet tratava-se de 3 coisas:

1.    Design para computadores desktop, com resolução do monitor em 800×600, isso com o browser maximizado!
2.    Website era um lugar onde as pessoas podiam vir até você. E a ênfase estava em conseguir tráfego e manter o usuário passeando pelo conteúdo o maior tempo possível.
3.    Otimização para ferramentas de busca, porque esse era o principal meio das pessoas chegarem até você.

Mas se avançarmos para os dias de hoje, isso não tem mais lá toda aquela importância. Eu por exemplo, não diria que são as melhores coisas a se fazer.

Navegação

Os desktops estão perdendo espaço todos os dias enquanto criamos novos caminhos para se conectar a web. No passado, usava-se internet para ler sites, agora, usamos para tudo.
•    As rádios foram transformadas. Primeiro, rádio na internet. Depois podcastas Agora, Last.fm.
•    Ganhamos o RSS, que nos permite receber o conteúdo que queremos, para ser lido em um leitor de RSS.
•    Nós lemos notícias no celular, e-mail no celular, Orkut no celular…
•    As companhias estão criando aplicações especializadas. Em vez de fazer uma versão móvel do website, cria-se uma aplicação internet enabled.
•    O GPS faz download de informações de tráfego, para tentar te tirar do trânsito.
•    E a lista vai crescendo…
O browser do computador desktop não é mais a única maneira pela qual acessamos a internet. Nos conectamos através de uma série de novos dispositivos, e vários deles nem envolvem “navegar”. Mais importante ainda, a nova e realmente grandiosa experiência não é feita no browser, é feita lá fora, onde as pessoas se conectam de ponta a ponta diretamente.
Um exemplo dessa evolução são as câmeras (e os celulares com câmera) que permitem tirar uma foto e fazer upload em uma única operação. E se você for esperto, compra um porta retrato digital, wireless, e as fotos com sua família vão direto pra mesa de centro da sala.

Desenhando seu website

Essa descentralização de canais de internet representa uma dificuldade maior na hora de construir um website. Até mesmo aquilo que vai dentro do browser já está mudando.
No passado, a web era um lugar para ser visitado. Hoje, as pessoas vivem dentro dela.
E esta foi a principal de todas as mudanças. Uma página não é mais um cartão de visita, é lugar para se apresentar tudo àquilo que você faz, que produtos você vende, ou simplesmente, vendê-los.
E aquela vitrine passiva, não é mais relevante. Desenhar um site não tem mais a ver com contar quem você é, e sim convidar as pessoas a fazerem parte da sua vida.
Isso significa também que agora é necessário se engajar na vida de outras pessoas. Não como um vendedor, tentando empurrar um produto, mas como alguém que realmente se preocupa e sente admiração.  Você se torna um amigo do seu cliente, até adiciona ele no Facebook… rs.

Melhorando a classificação no google

Até pouco tempo atrás, as ferramentas de pesquisa eram a chave para se trazer pessoas até os nossos sites. Tomando como exemplo a revista eletrônica Baekdal (www.baekdal.com), 95% das pessoas que descobriam este site, o faziam através de ferramentas de busca. Apenas Google, Yahoo e MSN contribuíam com 90% do tráfego.
E ai foram surgindo os blogs, o Digg…
O resultado é que agora essas antigas ferramentas ficaram bem para trás.  No caso da Baekdal, hoje elas correspondem a apenas 15% do tráfego. O StumbleUpon é quem mais atrai novos visitantes, seguido por Reddit e Delicious.  Até o Facebook já atrai mais tráfego que o Google e o Twitter vem crescendo.
As novas ferramentas de pesquisa são as pessoas. E não existe algo como “page rank” de pessoas. Com o Google podemos escrever um artigo e conseguir pessoas criando links para ele. Isso vai gerar page ranks, e o artigo fica no topo do Google por um loooongo tempo. Com pessoas, aquilo que passa de 2 semanas, não consegue mais ranking nenhum.
newweb3Acompanhe só esse gráfico (perdão, o gráfico está em inglês) demonstrando o tráfego para o site baekdal.com no mês de dezembro passado. A linha marcada como traditional é representa por ferramentas de busca, blogs e outros sites. O social é o social… rs.
Repare no que acontece depois do pico, destacado pela frase “a good Day”. O tráfego gerado pelas ferramentas sociais (pelas pessoas no caso…) despenca rapidamente, enquanto a linha traditional não se altera muito.
Então, esqueça a otimização para ferramentas de busca. Foque em otimização para seres humanos!